A empresa encontra uma tarifa fixa e decide que finalmente simplificou a comparação entre provedores.
Depois lança um produto mais barato.
O volume de vendas cresce, mas a tarifa que parecia pequena passa a consumir uma parte maior de cada compra. O contrato não mudou. O tamanho da cobrança mudou.
Esse é um problema de modelagem antes de ser um problema de negociação.
Duas propostas, duas curvas
Vamos usar números inventados, apenas para demonstrar a conta. Não são preços de provedores nem da Infi.
O provedor A cobra R$ 0,80 por pagamento. O provedor B cobra 1% do valor. Ambos seriam compatíveis com os mesmos pagamentos neste exemplo, e não há outras tarifas.
| Valor da cobrança | A: R$ 0,80 fixo | B: 1% | Menor custo neste modelo |
|---|---|---|---|
| R$ 10 | R$ 0,80 | R$ 0,10 | B |
| R$ 80 | R$ 0,80 | R$ 0,80 | Empate |
| R$ 100 | R$ 0,80 | R$ 1,00 | A |
| R$ 1.000 | R$ 0,80 | R$ 10,00 | A |
A igualdade acontece em R$ 80: um por cento desse valor corresponde aos mesmos oitenta centavos da tarifa fixa.
Não existe um vencedor independente da cobrança.
Volume total não conta a história inteira
Compare duas operações com R$ 1.000 em vendas.
A primeira faz cem cobranças de R$ 10. No modelo de tarifa fixa, paga R$ 80. No percentual, R$ 10.
A segunda faz dez cobranças de R$ 100. Paga R$ 8 no modelo fixo ou R$ 10 no percentual.
O faturamento é igual. O número e o tamanho dos pagamentos mudam a decisão.
Por isso, olhar apenas para volume mensal pode esconder o custo de uma nova linha de produto. Um pacote grande e várias compras pequenas movimentam o mesmo valor de maneiras diferentes.
O ticket médio também pode esconder uma distribuição com extremos. Uma regra única baseada na média não necessariamente escolhe o menor custo para cada transação.
O modelo real precisa caber na comparação
Um contrato pode combinar parte fixa e percentual, pisos ou condições que não estão nesta conta. Prazos, custos de outros serviços e restrições comerciais também podem importar para a empresa.
Se o modelo de ranking só conhece uma parte da proposta, sua conclusão deve ser descrita como comparação dessa parte. “Menor custo conhecido” é diferente de “menor custo total garantido”.
Uma tarifa ausente não pode entrar como zero. E uma tarifa desatualizada não se torna correta porque foi usada por um algoritmo.
Antes de ordenar por custo, confirme as capacidades da rota. Nenhuma economia faz sentido se o candidato não consegue atender ao método ou à moeda da cobrança.
O que isso muda no roteamento
A implementação de ranking de cobranças da Infi considera componentes fixos e percentuais conhecidos na comparação. O valor daquela cobrança participa da decisão; não há um percentual universal que substitua corretamente uma tarifa fixa.
Isso não significa buscar automaticamente cada condição do seu contrato. Os dados usados pela estratégia precisam representar a operação avaliada. Conheça as estratégias do Infi Routing.
O exercício prático é simples: pegue cobranças pequenas, médias e grandes do seu produto e compare as condições aplicáveis. Inclua explicitamente as taxas que ficaram fora do modelo, inclusive as da camada de infraestrutura.
Quando o preço do produto muda, revisite essa conta.
A melhor rota de ontem pode continuar funcionando perfeitamente e já não ser a escolha de custo que você queria fazer.